O receio de ir ao Dentista e normal e a maioria das pessoas o têm, porem algumas pessoas apresentam verdadeiro PAVOR, quase ataque de pânico dentro do consultório.
A odontofobia é um transtorno de ansiedade específica do tipo: sangue-injeção-ferimentos. E um medo acentuado e persistente ou irracional de objetos ou situações discerníveis.
Com o objetivo de diminuir o estresse e temor daqueles que suam frio na hora de ir ao consultório, especialistas na área estão desenvolvendo técnicas avançadas para serem utilizadas nos consultórios.Entre as técnicas avançadas destaca-se a SEDAÇÃO CONSCIENTE OU ANALGESIA INALATÓRIA, REALIZADA COM ÓXIDO NITROSO (N2O). O método não dispensa o uso de anestesia local, pois sua função não é controlar a dor, mas, sim, acalmar e tranqüilizar o paciente antes de iniciar o tratamento. “A sedação é consciente porque a pessoa está sedada, porém, continua com seus reflexos vitais e responde aos estímulos do dentista”.
Na experiência clínica no tratamento destes pacientes podemos mencionar os fatores desencadeantes mais citados:
Medo de situações novas, do desconhecido.
Sensação de desamparo
Sensação de falta de controle
Sensação de imprevisibilidade
Narrativas de terceiros (parentes, amigos, outros)
O Cirurgião Dentista como imagem ameaçadora, incluindo situações mostradas pela mídia.
O medo antecipado da dor (ansiedade de antecipação) faz com que o limiar subjetivo seja alterado. Um quarto dos pacientes com fobia de dentista apresenta o quadro antes da primeira consulta. Tremedeira, coração disparado, respiração ofegante, choro e até desmaios. Reações desagradáveis como essas são partilhadas pelas pessoas que sentem medo de dentistas. O temor também pode ser "transmitido" de pai para filho. "Metade das crianças sentem medo de dentista quando os pais também o sentem". Isso pode acontecer quando o pai conta uma experiência dolorosa para a criança, ou fazer ameaças, convertendo o próprio dentista, a anestesia ou a injeção em castigo quando a criança faz alguma travessura.
Algumas dicas:
• Respire profunda e calmamente antes de sentar-se na cadeira do dentista e enquanto estiver em tratamento. Ao se concentrar na respiração, você deixa de prestar tanta atenção ao dentista e ainda oxigena melhor o cérebro. • Utilize técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios de ioga. • Se você tem fobia de sangue ou de ferimentos, não tente relaxar. Contraia os músculos para evitar desmaios. • Acompanhe o tratamento de parentes e amigos para se habituar gradativamente ao ambiente e à situação. • O desconhecido gera insegurança. Por isso peça ao dentista para explicar o tratamento antes de iniciá-lo. • Não transfira o próprio medo aos seus filhos. Evite associar o dentista a algo doloroso ou punitivo e mostre que a ida ao consultório faz parte da rotina. Ansiedade, pupilas dilatadas, arrepios, mãos geladas, suor excessivo ou aumento na quantidade de saliva são alguns dos sintomas percebidos, muitas vezes, já na sala de espera. A fim de garantir o tratamento, dentistas têm aprimorado recursos, instrumentos e técnicas, que podem aliviar a dor e driblar o medo do paciente.